
- Sou apaixonada por você.
Dizia ela interrompendo todas as mil expressões e histórias por ele contada, enquanto deslizava seus dedos sobre a face dele, a contornava delicadamente, e olhava seus olhos sorrindo meio boba. Ele sorri, um sorriso que soava sincero, com uma respiração forte e um pouco ofegante, mas nada disse, o silêncio as vezes fala por si só. Apesar do sorriso e das palavras doces já ditas, ela não acreditava no sentimento que poderia existir. Pareciam um casal meio estranho, um pouco agressivo, de muitas brigas. Jogavam palavras e verdades um na cara do outro como se fossem lixo, se machucavam, mas se curavam, era um amor um pouco louco quem sabe, ou paixão, não se sabe ainda ao certo... Era algo real vindo dela, mas será que para ele era só carnal? A química deles era inegável, o desastre que esse encontro causava ainda mais, era como se um furacão encontrasse um vulcão, uma explosão de raiva, de saudade, era tão

confuso, que nem ela sabia decifrar. Tudo que ela sabia era do sentimentos dela, que talvez não fossem tão compatíveis com os dele. Então porque continuar? Ela poderia ser feliz com alguém que a amasse e demonstrasse, alguém que a procura, sem cobranças, alguém que a chama de linda, que diz que a ama sempre, mas ela tinha seus motivos, esses garotos não eram ele, e ela o amava , mas e ele? qual era o motivo? ele podia ter o que tinha com ela, com outras, melhores que ela talvez. Ele parecia gostar dela, vez em quando, e em outras horas, na maioria delas, ele fazia soar como "uma garota", cruel não? Um pouco masoquista da parte dela, mas o amor é masoquista, e ela parecia gostar. Sua mãe já dizia "gostamos do impossivel, do mais complicado, porque se não, que graça teria?" ela estava certa, mas existem pessoas que gostam do mais simples, mais fácil. Ela gostaria ser uma dessas.
Por Juliana Marvila
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"A dor no fundo esconde uma pontinha de prazer..." Já dizia Cazuza maninha..
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