quinta-feira, 29 de abril de 2010

Le Petit Prince


"[...]
Assim eu comecei a compreender, pouco a pouco, meu pequeno principezinho, a tua vidinha melancólica. Muito tempo não tiveste outra distração que a doçura do pôr-do sol.
Aprendi esse novo detalhe quando me disseste, na manhã do quarto dia:
- Gosto muito de pôr-do-sol. Vamos ver um ...
- Mas é preciso esperar.
- Esperar o quê?
- Esperar que o sol se ponha.
Tu fizeste um ar de surpresa, e, logo depois, riste de ti mesmo. Disseste-me:
- Eu imagino sempre estar em casa!
De fato. Quando é meio-dia nos Estados Unidos, o sol, todo mundo sabe, está se deitando na França. Bastaria ir à França num minuto para assistir ao pôr-do-sol. Infelizmente, a França é longe demais. Mas no teu pequeno planeta, bastava apenas recuar um pouco a cadeira. E contemplavas o crepúsculo todas as vezes que desejavas. . .
- Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes!
E um pouco mais tarde acrescentaste:
- Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol ...
- Estavas tão triste assim no dia dos quarenta e três?
Mas o principezinho não respondeu. [...]"

Antoine de Saint-Exupéry.

Dedicado à João Pedro Zagni

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ursinho de dormir


Honestamente,as vezes eu tenho raiva de ti, porque tu consegues despertar algo tão guardado em mim, algo que apenas uma pessoa conseguiste despertar em meu passado, e agora tu o estas reacordando, não sei, tu consegues ser a pessoa mais linda e fofa do mundo, me tratas bem, assim como queres ser tratado, e isso me fascina, acredite. Tu chegastes tão repentinamente e já estas em meus sonhos, em meus pensamentos, mudando cada detalhe de meu cotidiano, tu consegues fazer com que eu me sintas inteira novamente, tu és incrível. As vezes chega a ser banal, eu deitada em minha cama, em meu recanto, numa quarta feira monótona e de imensa lamuria com todos os meus sentidos aguçados e inteiramente voltados a ti. É incrível também a forma como despertas em mim incerteza, não sei o que devo fazer quando estou conversando contigo, tu pareces interessado mas pareço indiferente para ti, pareces me amar e pareço apenas mais uma, eu sei que o tempo não é suficiente para um amor, ou talvez seja, como já lhe disse, tempo não é intensidade, mas tu conseguiste tornar o impossível mais que possível, provável e até mesmo óbvio. Se já sou de uma inconstância demasiante, imaginas a incógnita que deixas em mim? Tu despertas ainda mais os meus afagos, meus sorrisos repentinos e minhas duvidas sucessivas, por isso eu te odeio, mesmo, tu és irrevogavelmente lindo, fofo, charmoso, meigo e romântico, tens o sorriso mais lindo que é capaz de iluminar toda uma cidade, tens um olhar em certos momentos dócil e em certos momentos feroz, e tu sabes o momento exato de um sim e o momento exato de um não, tens dois lados distintos e sabe usa-los como ninguém. Ah, me deixe lhe ganhar de presente? prometo que vou lhe guardar e cuidar de ti como ninguém, prometo que não vou deixa-lo em um canto qualquer do meu quarto, não irei esquecê-lo e deixar que enchas de poeira, não irei deixar suas cores desbotar, não irei ao menos deixar um arranhão em você... tudo bem, confesso-lhe que quero muito poder arrancar seu coração para mim e deixa-lo junto do meu, dentro de mim quem sabe, mas sabes que isso só poderá vir a acontecer se permitir, então, lhe faço um pedido, queres ser meu ursinho de pelúcia? poderei dormir ao seu lado todos os dias, poderei leva-lo para onde quiser, poderei lhe chamar de meu, tu pertencerás a mim e o melhor de tudo, tu não terás um coração, quero dizer, terás mas estará junto do meu. Diga-me, há coisa melhor que um único coração para dois amantes?
Por Juliana Marvila

sábado, 24 de abril de 2010

A mais bela rosa do meu jardim



Elas eram muito pequenas, e desde já se mostravam melhores amigas, aquelas inseparáveis que realmente nunca deixariam de se falar pelo menos uma vez por dia. Júlia tinha os lindos cabelos morenos e ondulados, era pequena, meiga e frágil como uma rosa, exalava perfume e amor. Nunca conheci muito bem Beatriz, mas pelo que via delas, elas realmente eram amigas. Bia tinha o cabelo pesado, liso e com um tom de castanho mais claro, parecia dura nas palavras, mas destemida, as dizia sem medo de mágoas futuras. Passou-se um tempo, anos na verdade, e Júlia dedicada a sua dança conseguiu novas amigas, e resgatou uma antiga, Beatriz continuou com suas amizades antigas, mas parece que esqueceu de alguém, algo que estava em seu passado.
Era Carnaval, em Ipanema, Beatriz estava com duas amigas e num olhar distraído avistou Júlia, com sua amiga resgatada, Sofia. Num gesto de educação, Júlia se aproximou de Bia cumprimentando ela e suas amigas, entretanto, naquele momento havia algo diferente, um olhar, vindo de Bia, um olhar de desprezo, quem sabe só de saudades, um olhar que podia ser mal interpretado e foi. Esse mesmo olhar que acabou as distanciando, e o mesmo olhar que acabou as unindo novamente, ou não.
Júlia não compreendia de amor, não sabia o que era realmente amar, ela era um pouco superficial, não entendia de beleza interior, até conhecer Victor, o menino no qual não exalava nenhuma beleza tão intensa, mas exalava um charme que infelizmente, não fora percebido apenas por Júlia. Mas já era tarde, agora seus sonhos, sua dança, seu apetite, suas palavras, seus beijos, abraços, toques, pensamentos, sentimentos, seu amor, seu coração pertencia a ele, seu mundo girava em torno dele, ela se tornou cega, de amor, de desejo, de paixão, não enxergava mais nada além daqueles cabelos cacheados, daquele tênis usado com uma cor desbotada, mas nada além da dança, mas nada além dele. E nessa busca de tentar tê-lo ela se aproximou cada vez mais de Sofia, a menina com quem ela nunca foi tão próxima, mas que a entendia como ninguém, Júlia podia não saber, mas ela tinha uma companheira, alguém para quem ela pudesse ligar a hora que fosse, apenas para entre soluços e afagos dizer: eu o amo, eu quero apenas ele, porque ele não enxerga ? ... Na verdade, ele enxerga, assim como enxerga como tantas outras estão ali para ele, porém, ele devia apenas perceber que Júlia era diferente, ela era a mais especial entre as rosas, a de essência mais agradável, a com menos espinhos, entretanto, ele não percebeu, e depois de tantas idas e vindas, tentativas em vão, choros ao alento e dores, ela decidiu dizer um basta. Não era ele, pois se fosse, não doeria tanto, se fosse ele ela não teria que sair do lugar ao qual ela dedica horas e mais horas de seu dia, o lugar ao qual ela pertence, seria necessário menos de um ano, menos do tempo que ela vinha sofrendo. Sofia queria mostrar a ela que ela é melhor do que pensa, que ela consegue chegar bem mais longe, não só no amor, mas como sabemos, toda menina apaixonada, apesar de frágil é cabeça dura, e não aceita certas verdades, prefere se martirizar e se iludir com as mentiras do que enfrentar de vez a verdade, sofrer, mas se curar. E entre tantas desavenças, dores, mágoas, há também sorriso e amizade, não amizade por Bia, que pode existir, mas amizade que não é tão intensa quanto a amizade por Sofia, que por mais que Júlia não percebesse, sempre esteve ali, ao seu lado, e ali que sempre estará, não percebeu que durante todo esse tempo, ela não esteve sozinha tanto quanto pensava, bastava lembrar da noite, em que Júlia deitada em sua cama chorando ao ouvir música, sentiu o apertar de sua mão, e um lindo e sutil " eu te amo" que naquele momento, valeu por mais que milhões de palavras, não precisou de um olhar, apenas de um toque, para Júlia saber, que Sofia estaria ali, por toda a eternidade, como boas amigas fazem. Você acredita em anjos? Você acredita em amizade eterna? Acredita em destino e em laços de amizades entrelaçados? Sofia acredita, na verdade, passou a acreditar.


Baseado em Roberta Moreira.
Por Juliana Marvila

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Doce inconstância, ou não...


Sabe aquela pessoa que realmente não sabe o que quer e acaba machucando a si própria e levando os outros consigo? essa pessoa sou eu. A exata definição de bipolaridade, se resume a mim, e esse sem dúvida é o maior dos meus defeitos. Vivo pensando no porque dessa minha indecisão, desse meu bem-me-quer-mal-me-quer, o porque de eu ter absoluta certeza do que fazer a dois minutos atrás, e de repente tudo ser totalmente diferente e utópico, porque será que eu não posso simplesmente dizer: é isso e ponto, e tudo se resolver ? Se eu já cansei de mim mesma, penso nas pessoas que convivem comigo, aquelas pessoas que sofrem 90% da minha mudança de humor e escolha, essas que devem estar totalmente exaustas do meu vai-e-vem cotidiano. Se eu pudesse eliminaria de vez a bipolaridade do meu dicionário, mas enquanto esse momento não chega, vou tentar lidar da melhor forma com essa minha frustrante inconstância.
Por Juliana Marvila

sábado, 17 de abril de 2010

Bem vinda


"Nunca imaginei chegar tão longe
faz tempo que eu procurava algo
mas o amor chegou pra nós
Alma limpa leve com o vento
vai flutuar na paz desse momento
traz mais vida ao coração
Quero aproveitar cada segundo,
cada dia mergulhar mais fundo
vou me perder, pode apostar
que por você eu sou capaz de tudo
Linda bem vinda
eu vou fazer, por merecer
que a nossa história vai continuar assim tão linda
a vida sorriu quando você chegou
Bem vinda
o mundo se abriu quando você entrou
eu vou fazer, por merecer que a nossa história vai continuar."


(Jeito Moleque)


Por: Victor Peres

quarta-feira, 14 de abril de 2010

No need to say goodbye



Ela sempre quis reviver o passado, sempre quis ter de volta os velhos amigos, as pessoas quais estiveram ao seu lado nos momentos mais inusitados e felizes de sua vida, mas certos momentos foram feitos para serem vividos apenas uma única vez, e ela sabe que esse tais momentos já passaram e que para revivê-los seria necessário mais que apenas reunir essas pessoas, seria necessário reunir tudo o que já estava quebrado. Eles não aprenderam a lidar com os outros, com as amizades, eles deixaram que suas emoções tomassem o lugar do sentimento e deixou que fosse quebrada o que mais zelavam, a confiança. Não se deve insistir nos erros, não se deve tentar perdoar o imperdoável, porque será como se estivessem correndo atrás de um trem, sempre será tarde demais, e não vai ser o bastante para deixar tudo bem. Há certas feridas que nunca saram, flechas que já foram lançadas e que agora não tem volta, porém, ainda há alguns que podem continuar com o que nunca acabou, o que nunca foi realmente quebrado, a amizade de cinco pessoas que não se deixaram levar pela emoção e superaram todo e qualquer problema, toda e qualquer distância. Agora, eles não precisam dizer adeus. E é essa amizade que deve prevalecer. Eles eram oito, agora são cinco, e com o amor equivalente ao infinito. E é com a certeza de que amanhã tudo será melhor que o passado, que ela permace sorrindo, que ela permace esperando.
Por Juliana Marvila

domingo, 11 de abril de 2010

The Only Exception


"When I was younger I saw my daddy cry, and curse at the wind. He broke his own heart, and I watched as he tried to reassemble it, and my momma swore that she would never let herself forget. And that was the day I promised I'd never sing of love If it does not exist, but darling, You are the only exception, maybe I know, somewhere deep in my soul that love never lasts, and we've got to find other ways to make it alone or keep a straight face, and I've always lived like this keeping a comfortable distance, and up until now I had sworn to myself that I'm content with loneliness, because none of it was ever worth the risk, you are the only exception, I've got a tight grip on reality, but I can't let go of what's in front of me here. I know you're leaving In the morning, when you wake up Leave me of some kind of proof it's not a dream, Ohh...You are the only exception , and I'm on my way to believing, oh, And I'm on my way to believing."

(Paramore)

sábado, 10 de abril de 2010

Estranhas conhecidas...




É estranho como as coisas mudam do nada. Por um ano ela é sua melhor amiga, a pessoa que sabe da sua vida inteira e que você ama mais que tudo, e depois, logo após de ela dizer palavras como " Juliana, amizade de verdade não se constroi em meses .." ou "eu ainda gosto muito de você, mas sinceramente, não como antes.." ela se torna uma pessoa estranha. Mas eu me pergunto o porque de ela ter se tornado tão estranha para mim agora, a ponto de não sabermos mais nada sobre a outra, de não termos mais os segredos de antes. Foram suficientes duas semanas para eu receber tais palavras, que sinceramente, cravaram feito estaca em mim. Meses ? a gente se conhece a muito tempo, confesso que a nossa amizade começou a ficar forte a um tempo atrás, mas meses ? ela fez parecer que eu a conheci mês passado por uma dessas salas de bate papo. Mas pior que isso é ser comparada com outra melhor amiga "não é igual a amizade que eu tenho com a bruna.", isso sim dói. Para falar a verdade, éramos três, uma apoiando a outra, um tripé mesmo, daqueles de filme, inseparáveis, uma não vivia sem a outra. E ela, logo ela que sempre pediu para não medirmos amor, porque segundo ela não se pode medir, acabou me comparando com uma amizade de infância, ela que me perdoe, mas tempo não é intensidade. Me tornei fria com ela, talvez fria não seja a palavra certa, digamos que me tornei "amigável", que ela se tornou apenas a minha amiga, nada como antes, nada comparado a antes. Ela que era minha irmã, uma parte do tripé, agora, é minha amiga, apenas amiga, não é uma grande amiga ou melhor amiga, e perto das coisas que sabíamos, agora éramos como estranhas conhecidas. O real motivo da briga não sei explicar muito bem, mas pode-se dizer que foi falta de tempo, da minha parte, mas não por estar saindo para baladas e me divertindo, mas sim estudando; estava me dedicando muito ao ballet e a escola, mas para ela, eu estava saindo e tendo uma grande vida social, no caso, sem ela. Ela realmente não sabia de nada e agora, sabe cada vez menos. É como se o laço tivesse se rompido, como se as cores estivessem desbotadas, como se ela, não fosse mais ela. Sim, sinto falta da minha amiga, e sei que poderíamos sim ter preservado toda a nossa amizade, mas nem tudo é como prevemos, infelizmente o tempo passa e algumas pessoas se mostram o oposto do que pensamos que fosse, se mostram estranhas, se mostram desconhecidas, mostram que o tripé pode existir mas nossa amizade é invisível.
Por Juliana Marvila

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Fim


Eu realmente não sei onde eu estava com a minha cabeça quando eu resolvi acreditar em toooooodas as palavras "fofinhas" que você me disse, na verdade, talvez eu até saiba, mas não gosto muito de admitir que eu sou fraca. Fraca por não conseguir te esquecer em 1 ano, fraca por ter me apaixonado por um garoto que não tem coração, fraca por ter acreditado em você. Você foi, você é, você sempre será um idiota, isso é um fato imutável, mas eu infelizmente não notei isso antes. Eu odeio profundamente quando você se aproxima com o seu sorriso e me quebra totalmente, eu posso te dizer querido, o que você tem de idiota, você tem de bonito. Já parou para ver o quanto você é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o ? Mas agora não importa, você lutou tanto para não magoar nem uma nem a outra, que acabou magoado a ela e a mim, lutou tanto para conseguir ou uma ou a outra que agora, está sem as duas. Por ela vocês seriam feliz, por mim nós seríamos felizes, mas as coisas estão diferentes, agora, por mim vocês serão felizes. Uma pena não querer nada com ela, ela ainda te ama. Espero que tenha tomado a decisão certa ao terminar com ela, e espero que tenha plena consciência do que você tinha deixado em mim, e agora mais do que nunca eu espero que saiba que toda a minha paixão por você se transformou em indiferença. Eu tinha o melhor sentimento por você, agora não tenho mais sentimento algum. Espero que seja feliz, ao lado da garota que achar "certa".
Por Juliana Marvila

I love you till the end



"Para Juliana Pepitta.
Ju. Para começar, eu te amo. Muito mesmo. Você já deve ter reparado na minha paixão por astronomia, não ? Gosto especialmente dessa matéria porque quero entender como tudo funciona, porque tudo ao nosso redor existe. Eu sou um cara muito curioso. Não entendo muitas coisas no universo, principalmente qual o sentido da nossa existência. Jú, não sei porque motivo você nasceu como minha irmã. Poderia ter sido qualquer outra pessoa, com qualquer outra personalidade ou aparência. Mas isso para mim não tem importância. Porque eu passei a te amar Jú, do jeito que você foi apresentada a mim. Eu cresci junto contigo. Tivemos (e ainda teremos) muitas boas gargalhadas e cenas engraçadas que sempre levaremos na nossa mente. Apesar de sermos ínfimos em nossa humilde existência, são esses laços que compartilhamos que nos tornam (pequenos seres nesse universo colossal), uma flor no meio do deserto. Jú, para mim você e nossa mãe são as flores do meu deserto, vivo cada dia para ver vocês sorrindo. Não acredito em Deus, porque para mim não tem fundamento a existência dele. Mas acredito em você. Você sim faz diferença em minha vida. Faz cada dia, uma dia feliz. Jú, você é especial não só pelo seu sorriso bobo e suas palhaçadas, você é especial porque existe algo maior em você. Você não precisa s preocupar com a sua aparência, porque aos meus olhos você é sempre linda. Quero te ver crescer e viver o suficiente para ter filhos e ser mais feliz ainda. Quero que quando fique bem velhinha se lembre dos nosso momentos juntos e sorria ainda mais. E quando eu me for não quero que chore, por falar em chorar, estou chorando como um bebê agora. Quero que você guarde os bons momentos comigo... E os ruins também, porque não é só de alegria que se vive a vida, a tristeza também te faz crescer. Jú, você e uma pessoa incrível. Eu te amo mais que toda a vastidão do universo. Gosto de acreditar que quando eu morrer terei todo o conhecimento que quiser. Sobre como tudo surgiu e sobre como tudo acabará. Com esse conhecimento eu iria fazer uma coisa em especial. Iria saber porque foi logo você e nossa mãe as escolhidas para ter laços comigo. Que bom que a nossa família é feliz.

Ps: Rauwn ! Haha não é assim que você faz? "


Por: João Pedro Marvila

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Devolva-me


Ele sempre foi uma interrogação para ela, pelo fato de não saber o que ele realmente sentia, mas ela sabia que ao olhar profundamente em seus olhos, conseguia ver coisas que em nenhum lugar no mundo ela teria conseguido ver, conseguia ver além do país das maravilhas, naquele momento ela sabia todos os seus segredos. Mas vidas tomam rumos diferentes, e agora, o que ela sente, ainda persiste, porém é como se ele não existisse mais, como se não fosse mais ele. Talvez ela fizesse uma carta, mas que ele nem precise ler, a carta que seja apenas para sara-la da dor da perda, a perda de seu grande amor. “ Venha para que eu possa sentir o seu cheiro, para que eu durma bem, em paz. Volte para que eu possa me sentir novamente em seus braços, venha para que a noite não seja tão fria, tão escura, venha para que eu sinta teus lábios ao tocar minha boca, volte para que eu possa viver o que talvez nem tenhamos vivido, venha para que eu te prove que o que seu sinto ainda existe e é tão forte quanto o sol às duas horas, volte para que que ensines a ser digna, digna de amor, de ter você ao meu lado. Venha para que estes tempos sejam mais felizes que os antigos.Volte para que eu possa sentir teu calor em meu corpo. Venha para que possas despertar ao meu lado, como de costume, em um daqueles dias em que o sol bate a janela e estamos deitados em seu sofá com você sob meu corpo. Venha para que possamos ver o crepúsculo como naquela quinta-feira. Não quero esquecer sua linda face, não quero que se tornes utópico. Quero me recorde da felicidade do fim de tarde, quero que sejas meu novamente, quero estar contigo independente do que ainda sente, quero ser sua única Alice, quero que sejas meu único anjo da guarda, não quero que acorde, quero que sintas para sempre, como se estivesse no país das maravilhas, quero ouvir dos teus lindos lábios que eu sou seu único amor.” Carta feita por ela, depois de sua partida. Talvez ele nunca leia, talvez ele nem saiba dos reais sentimentos, talvez ele não saiba o que é amor e talvez ela, apenas ela, saiba o que é se manter viva apenas por uma foto e um perfume.O perfume que demarca o fim do amor, o perfume que está intacto. Uma única foto, agora pendurada em seu mural, a foto que ela achara revirando coisas antigas, a foto que ela chorou revendo, a foto que ela espera reviver, a foto que ela nunca mais irá reviver. No fundo ela sabe, ele nunca irá voltar.
Por Juliana Marvila