Parecia ser do tipo de pessoa que era frio com as palavras, parecia usar sempre seu lado racional, não usara seu coração tantas vezes assim, parecia ser do tipo que não se entrega à um amor, que não sabe lidar com afeto e que quer sempre estar com a razão. Era de um mistério sem fim, mas sempre muito sincero, me olhava nos olhos como quem busca alguma verdade, como quem as encontrava, ele me passava segurança. Com o coração fechado à sete chaves, nunca ao menos pudera eu saber o que se passara nele, muito menos em seus longos pensamentos, mas como quem busca por um tesouro nunca encontrado, pude ver que nem sempre o que parece é. Ele não fora frio com as palavras, apenas tinha medo de deixa-las ferir as pessoas, sabe o poder que elas tem, usara seu coração tanto quanto seu raciocínio e mantinha o perfeito equilíbrio entre eles, sabia passar afeto assim como sabia recebê-lo, apenas não era hipócrita em dizer um "eu te amo" sem nem ao menos sentir, ele quisera sempre a razão, mas aceitava sem medo a verdade e outras razões à parte. Quanto ao amor, descobri um pouco mais tarde, que tinha medo sim de amar, ou melhor, de se entregar, já se machucara antes, uma ferida ainda não cicatrizada, uma ferida que está em seu peito, assim como uma cicatriz, e que quando pareces estar fechada ela a consegue abrir, e sem medo, dó, nem piedade o intimida e o deixa totalmente sem chão, sem noção de seu tempo e de seu espaço. Ele parece ser do tipo de pessoa que é amigo até o fim, fiel, leal e acima de tudo companheiro, devo admitir, dessa primeira impressão não errei, demonstra tal paixão pelas suas amizades que acredito que vá ao inferno e volte apenas para poder ver um amigo feliz, ele é o tipo de pessoa que luta até o fim, não se desvia de seus ideias, tem um senso de humor admirável, sabe seus limites, uma pessoa de caráter e de uma forte personalidade, uma pessoa na qual poucos tem o privilégio de tê-lo como amigo, uma pessoa na qual sua mãe, sua avó e sem sombra de dúvidas seu avô se orgulha até hoje de ter na família. Ele é do tipo de fases, mas do tipo que não se deixa abater, ele é do tipo que tem a vida como escola e o tempo como professor.
Dedicado à Celso Conde
ps: pronto seu chato, hahaha =)
Por Juliana Marvila
domingo, 6 de junho de 2010
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