
Chovia fino do lado de fora, apenas uma garoa, e o frio aumentava, apesar do sol que fazia aquela manhã. Enquanto dentro um do outro o calor permanecia, seus dedos longos contornavam as curvas de seu corpo e a moldava de acordo com o que este via. Havia um tom sereno em seu olhar ao fita-la no momento em que dormia, seus cabelos castanho-escuro refletiam e deixa ver o crepúsculo, os raios de sol que penetravam pela janela, que reluziam em sua pele apenas exposta a ele.
Porém, o relógio nunca foi amigo dele e o apressava para seu trabalho, tendo que deixa-la ali, tão dele, tão pura, tão indefesa, a comparava com a flor do pequeno príncipe, onde ao partir deixara ela apenas com seus pequenos três espinhos para defender-se do mundo lá fora, o mundo cruel e sem amor.
Ela acabara de acordar e o notou quando estava virado, arrumando-se para partir. Perguntou: - Tu vais partir novamente?. E em um suspiro carregado de tristeza, este respondeu com seus olhos distantes, porém fixos nela: - Um dia eu não terei mais que sair por aquela porta e poderemos assim esquecer do mundo lá fora... mas terei que ir, meu amor.
E assim, saindo pela porta, sentiu que deixava seu coração com ela, não via a hora de voltar para aquele mesmo quarto, bagunçado, arrumado da maneira de sua amada, com cores desbotadas e de tons claros e encontra-la ali, do mesmo jeito em que a deixou. Esperando por ele.
Ela por sua vez, entrou dentro de si para encontrar algum tipo de abrigo para suportar, a dor, o alento, a distância que talvez nem fosse tanta, mas difícil de aguentar, ela sabe, quando se ama, tudo se torna lamuria, dor, alegria e saudade, todos os sentimentos e sentidos se tornam inteiramente confusos e se misturam ainda mais.
Por Juliana Marvila e Carolina Moura
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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH que lindo! Você e sua amiga mandam muito bem :)
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