
Elas eram muito pequenas, e desde já se mostravam melhores amigas, aquelas inseparáveis que realmente nunca deixariam de se falar pelo menos uma vez por dia. Júlia tinha os lindos cabelos morenos e ondulados, era pequena, meiga e frágil como uma rosa, exalava perfume e amor. Nunca conheci muito bem Beatriz, mas pelo que via delas, elas realmente eram amigas. Bia tinha o cabelo pesado, liso e com um tom de castanho mais claro, parecia dura nas palavras, mas destemida, as dizia sem medo de mágoas futuras. Passou-se um tempo, anos na verdade, e Júlia dedicada a sua dança conseguiu novas amigas, e resgatou uma antiga, Beatriz continuou com suas amizades antigas, mas parece que esqueceu de alguém, algo que estava em seu passado.
Era Carnaval, em Ipanema, Beatriz estava com duas amigas e num olhar distraído avistou Júlia, com sua amiga resgatada, Sofia. Num gesto de educação, Júlia se aproximou de Bia cumprimentando ela e suas amigas, entretanto, naquele momento havia algo diferente, um olhar, vindo de Bia, um olhar de desprezo, quem sabe só de saudades, um olhar que podia ser mal interpretado e foi. Esse mesmo olhar que acabou as distanciando, e o mesmo olhar que acabou as unindo novamente, ou não.
Júlia não compreendia de amor, não sabia o que era realmente amar, ela era um pouco superficial, não entendia de beleza interior, até conhecer Victor, o menino no qual não exalava nenhuma beleza tão intensa, mas exalava um charme que infelizmente, não fora percebido apenas por Júlia. Mas já era tarde, agora seus sonhos, sua dança, seu apetite, suas palavras, seus beijos, abraços, toques, pensamentos, sentimentos, seu amor, seu coração pertencia a ele, seu mundo girava em torno dele, ela se tornou cega, de amor, de desejo, de paixão, não enxergava mais nada além daqueles cabelos cacheados, daquele tênis usado com uma cor desbotada, mas nada além da dança, mas nada além dele. E nessa busca de tentar tê-lo ela se aproximou cada vez mais de Sofia, a menina com quem ela nunca foi tão próxima, mas que a entendia como ninguém, Júlia podia não saber, mas ela tinha uma companheira, alguém para quem ela pudesse ligar a hora que fosse, apenas para entre soluços e afagos dizer: eu o amo, eu quero apenas ele, porque ele não enxerga ? ... Na verdade, ele enxerga, assim como enxerga como tantas outras estão ali para ele, porém, ele devia apenas perceber que Júlia era diferente, ela era a mais especial entre as rosas, a de essência mais agradável, a com menos espinhos, entretanto, ele não percebeu, e depois de tantas idas e vindas, tentativas em vão, choros ao alento e dores, ela decidiu dizer um basta. Não era ele, pois se fosse, não doeria tanto, se fosse ele ela não teria que sair do lugar ao qual ela dedica horas e mais horas de seu dia, o lugar ao qual ela pertence, seria necessário menos de um ano, menos do tempo que ela vinha sofrendo. Sofia queria mostrar a ela que ela é melhor do que pensa, que ela consegue chegar bem mais longe, não só no amor, mas como sabemos, toda menina apaixonada, apesar de frágil é cabeça dura, e não aceita certas verdades, prefere se martirizar e se iludir com as mentiras do que enfrentar de vez a verdade, sofrer, mas se curar. E entre tantas desavenças, dores, mágoas, há também sorriso e amizade, não amizade por Bia, que pode existir, mas amizade que não é tão intensa quanto a amizade por
Sofia, que por mais que Júlia não percebesse, sempre esteve ali, ao seu lado, e ali que sempre estará, não percebeu que durante todo esse tempo, ela não esteve sozinha tanto quanto pensava, bastava lembrar da noite, em que Júlia deitada em sua cama chorando ao ouvir música, sentiu o apertar de sua mão, e um lindo e sutil " eu te amo" que naquele momento, valeu por mais que milhões de palavras, não precisou de um olhar, apenas de um toque, para Júlia saber, que Sofia estaria ali, por toda a eternidade, como boas amigas fazem. Você acredita em anjos? Você acredita em amizade eterna? Acredita em destino e em laços de amizades entrelaçados? Sofia acredita, na verdade, passou a acreditar.
Sofia, que por mais que Júlia não percebesse, sempre esteve ali, ao seu lado, e ali que sempre estará, não percebeu que durante todo esse tempo, ela não esteve sozinha tanto quanto pensava, bastava lembrar da noite, em que Júlia deitada em sua cama chorando ao ouvir música, sentiu o apertar de sua mão, e um lindo e sutil " eu te amo" que naquele momento, valeu por mais que milhões de palavras, não precisou de um olhar, apenas de um toque, para Júlia saber, que Sofia estaria ali, por toda a eternidade, como boas amigas fazem. Você acredita em anjos? Você acredita em amizade eterna? Acredita em destino e em laços de amizades entrelaçados? Sofia acredita, na verdade, passou a acreditar.Baseado em Roberta Moreira.
Por Juliana Marvila
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VOCÊ É MAGNÍFICA!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirEU TE AMO MUITO, MUITO ALÉM DE ALGO COMPREENSIVO..
SÓ VOCÊ SABE O QUANTO
EU SOU MUITO GRATA POR TUUUUUUUUDO QUE VOCÊ FEZ POR MIM, SERIO!
NAO SAIA NUNCA DO MEU LADO, POR FAVOR.
COM VOCÊ AO MEU LADO AGUENTO PASSAR POR QUALQUER COISA. VOCÊ É ESSENCIAL NA MINHA VIDA
EU TE AMO MUITO, MINHA IRMÃ
SE EU SEI QUE EXISTE ALGUÉM QUE ME AME DE VERDADE E SE IMPORTE COMIGO NESSE MUNDO, ESSE ALGUÉM É VOCÊ! OBRIGADA POR TUDO. EU TE AMO
Ju, ta lindo, lindo de morrer *-*
ResponderExcluirQue lindas *-* Amei a historinha, muito fofa.
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